Certamente que isto é uma grande parte da nossa dignidade... que possamos conhecer e que, através de nós, a matéria possa conhecer-se a si própria; que, começando com protões e electrões, saídos do princípio dos tempos e da vastidão do espaço, possamos começar a entender; que, organizados como estão em nós, o hidrogénio, o carbono, o nitrogénio, o oxigénio, esses 16 a 21 elementos, a água, a luz do Sol- todos eles, tendo-se transformado em nós, possam começar a entender o que são, e como se tornaram nisso. George Wald (Prémio Nobel da Medicina e Fisiologia) (1964)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Mamografia sistemática: inútil na redução da mortalidade

Além da mamografia poder ser ligeiramente dolorosa para a mulher por compressão da mama e de existirem numerosos casos de falsos positivos que provocam inutilmente preocupações psicológicas, alguns estudos sugerem que a repetição sistemática das mamografias preventivas poderá em vez de diminuir, aumentar o risco de contrair um cancro da mama devido às radiações.


Apesar destes constrangimentos, trata-se aqui de saber se o despiste do cancro da mama através de mamografias sistemáticas pode prevenir o seu aparecimento.


Ora, a revista British Medical Journal (BMJ) acabou de publicar no dia 28 de julho de 2011 um estudo que prova a inutilidade das mamografias de rotina na diminuição da mortalidade no cancro da mama.


Os autores compararam a mortalidade do cancro da mama em vários países em que os meios de tratamento eram idênticos, mas em que o despiste sistemático por mamografia se iniciou em datas diferentes.


O período do estudo foi de 1989 a 2006. Os países foram a Suécia, a Noruega, a Holanda, a Bélgica, a Suíça e a Islândia, portanto países em que os meios de tratamento após o despiste de um cancro da mama são similares. 


Primeira constatação: durante este período verificou-se um decréscimo em 25% da mortalidade por cancro da mama. À primeira vista pode-se pensar que essa diminuição terá sido devida ao despiste sistemático pela mamografia. Mas, apesar dos vários factores que dificultam a interpretação, parece não ter sido o despiste com as mamografias que conduziram à diminuição da mortalidade por cancro da mama, mas sim, os progressos no seu tratamento.


Os autores constataram que apesar da introdução do despiste sistemático com a mamografia se ter realizado anos diferentes nestes países, a diminuição progressiva da mortalidade verificada foi exactamente a mesma em todos esses países.
 
Fonte: Octopus
 

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

"Deixe sua comida ser seu remédio e seu remédio ser sua comida" Hipócrates (460 a 370 A.C.)

"O melhor documentário sobre saúde e alimentação do Docverdade. Especialmente indicado para os pacientes com cancro, depressão e outras doenças crónicas, assim como para qualquer pessoa que queira ter uma vida mais saudável. O filme confronta a medicinal tradicional com a ortomolecular, a medicina baseada na nutrição. Mostra quão equivocada está a nossa maneira de tratar as doenças.
O filme também mostra o ciclo vicioso da agricultura intensiva, que acaba com os nutrientes do solo, formando plantas mais frágeis aos ataques de pestes e pragas, que acaba levando a aplicação de pesticidas, que as contaminam, que acabam envenenando quem as come, que se tornará mais fraco e buscará medicamentos. A perda de nutrientes pelo envelhecimento da comida através do transporte e pela própria carência de minerais do solo e o processo de confecção dessa comida, que acaba com os elementos essenciais para a vida, contribui ainda mais para esse terrível quadro nutricional.
Você sabia que 70% dos pacientes de qualquer estágio de cancro tratados com quimioterapia, radiação ou cirurgia morrem em menos de 5 anos? E que mais de metade dos pacientes em estado avançado de cancro tratados com vitaminas e com alimentação baseadas em vegetais crus sobrevivem?
Nessa história, os únicos que ganham são as indústrias químicas e farmacêuticas, que contam com a desinformação da sociedade.
(Comentário original: Docverdade)

"As pessoas precisam de informação e não de medicação"

 


 Agradecimentos:
 www.NOVACOMUNIDADE.org - O MODELO COOPERATIVO FAMILIAR
 www.MDDVTM.org - MOVIMENTO DE DEMOCRACIA DIRECTA VTM

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Excesso de CO2 provoca falta de lateralização em peixes

Não conseguiam distinguir a direita da esquerda

CO2 afectou comportamento auditivo e níveis de actividade.

 

A lista de consequências já é grande, mas caso as emissões de dióxido de carbono (CO2) continuem a aumentar, o comportamento dos peixes poderá ficar gravemente perturbado, segundo avança um estudo publicado na «Biology Letters», por investigadores da James Cook University (Austrália).

 

 

 Peixes crescidos em laboratório, numa água enriquecida com CO2 em proporções semelhantes às quantidades previstas para dentro de umas décadas, perderam todas as faculdades de lateralização, ou seja, verificou-se que não conseguiam distinguir a direita da esquerda.

Em condições normais, estes animais são geralmente ‘inteligentes’ e capazes de se dirigirem para o mesmo lado para fugir de um predador ou ara se deslocarem. A equipa de Philip Munday, líder do estudo, mostrou que o CO2 afecta o comportamento auditivo e os níveis de actividade de peixes de recife larvais, aumentando o seu risco de serem apanhados por predadores.

Contudo, os mecanismos que estão na base dessas modificações ainda são desconhecidos. A lateralização comportamental é uma expressão de assimetrias cerebrais funcionais e assim leva à hipótese que CO2 afecta a função cerebral.

Os investigadores realizaram testes num labirinto que mostraram que os peixes que habitam águas cheias de dióxido de carbono se deslocam de forma aleatória, sem ter orientação. Os investigadores querem tentar saber se os sentidos dos seres humanos também. No entanto, vão continuar a debruçar-se sobre os peixes para descobrir que outros sintomas podem apresentar.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A Era da Estupidez

"Poderíamos ter evitado o fim do Mundo... pode ser este o pensamento futuro dos que restarão à devastação humana, produto de nossas próprias actividades. Apesar de se focar mais na questão das emissões de CO2, este filme-documentário mostra de forma lúdica e dinâmica, através de testemunhos e óptimas animações, a agressão do homem à natureza, a despreocupação em extrair todos os recursos possíveis, em contaminar o meio ambiente, em querer o infindável crescimento económico nunca saciado pelos poderosos, resultando na miséria dos menos favorecidos, a vocação dos grandes impérios pela história em saquear, assassinar e devastar lugares e povos em nome do lucro. Nessa jornada embriagada do capitalismo, não nos demos conta, apesar de todos os sinais da natureza, que estamos acabando com o planeta, e que o tempo para evitar essa catástrofe estará se esgotando em alguns anos. “É como usar binóculo para ver as pessoas de longe na praia, andando em círculos, concentradas na areia debaixo dos seus pés, enquanto um tsunami dirige-se à praia.”


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

PORTUGAL - Um olhar de nuestros hermanos.

Imagens soberbas, esplendorosas, magníficas. Uma reportagem fantástica que mostra, por incrível que pareça, o que só alguns portugueses conhecem.


sexta-feira, 8 de julho de 2011

ÁRVORE MAIS ANTIGA DE PORTUGAL, TEM 2850 ANOS

Oliveira com a bonita idade de 2 850 anos
A árvore mais velha de Portugal, com 2.850 anos, foi certificada em Santa Iria da Azóia, concelho de Loures, graças a um método inovador de datação desenvolvido ao longo de dois anos pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

A oliveira recebe no sábado uma “certidão de idade”, num acto público organizado pela Associação de Defesa do Património Ambiental e Cultural (ADPAC) de Santa Iria da Azóia, uma das ‘culpadas’ pela datação recorde.

O processo começou muito antes quando um empresário de comércio de árvores ornamentais passou a necessitar de fazer acompanhar as espécies de um atestado de idade. O empresário contactou a UTAD, que desenvolveu uma técnica inovadora da dimensão das árvores e que já foi patenteada, contou à Lusa um dos dois principais investigadores do método, José Luís Louzada.
 A idade das árvores era atribuída até ao momento pela contagem dos anéis, porque em cada ano as árvores formam um risco, ou pela técnica de medição do carbono 14, que tende a diminuir com a passagem do tempo.

“Mas em qualquer um desses métodos, a árvore não pode estar oca: porque sem madeira não se podem contar os anéis, nem retirar uma amostra da parte mais antiga da árvore, que deixa de existir (para a técnica do carbono 14)”, explicou o investigador.

A terceira metodologia surgiu então da hipótese de que árvores mais velhas têm determinado volume ou dimensão. Face ao clima português, foram estudados padrões de crescimento para saber quanto tempo demora uma oliveira a atingir determinada dimensão.

A fórmula final foi conseguida com conclusões retiradas de avaliações de mais de 100 árvores e pelo “acaso” de o estudo coincidir com a construção da barragem do Alqueva, que obrigou ao abate de inúmeras espécies, facilitando o trabalho dos investigadores da UTAD.
Oliveira do tempo de Viriato, junto ao Castelo de Pirescouxe em Santa Iria da Azóia
 
A oliveira bravia que vai ser certificada foi identificada pela ADPAC, que contactou o empresário que tinha financiado a investigação e se tornou num dos proprietários da patente.

Raro ser vivo contemporâneo

Situada no Bairro da Covina, no que resta de um antigo olival próximo das ruínas do Castelo de Pirescouxe, a oliveira tem um perímetro na base de 10,15 metros (4,40 m de altura e 7,60 x 8,40 de diâmetro de copa). A idade e a localização da árvore permite identificá-la como um dos raros seres vivos contemporâneos de Viriato ou seja uma ‘testemunha’ da resistência dos Lusitanos à invasão Romana, das invasões árabes, à reconquista cristã e ao nascimento da nacionalidade portuguesa.

José Luís Louzada acredita que haverá no país uma oliveira mais antiga, mas cujo dono não acedeu à certificação. O investigador crê que em Trás-os-Montes e talvez na Beira Baixa existam castanheiros milenares, assim como na Galiza.

Investigadores ‘vizinhos’ têm tentado financiamento europeu para comprovar a hipótese, o que ainda não aconteceu, acrescentou o investigador. Os líderes do estudo foram José Luís Louzada e Pacheco Marques, investigadores do Departamento de Ciências Florestais e Arquitectura Paisagista da UTAD.

Fontes: Agência Lusa e Ciência Hoje

segunda-feira, 27 de junho de 2011

OCEANOS - MORTE ANUNCIADA

Pesca Intensiva

Os Oceanos enfrentam declínio "chocante"

 

Novo relatório revela situação sem precedentes na história da humanidade

 

 

 As pressões que se exercem nos oceanos, como o aumento de temperatura, as descargas ilegais e assassinas de produtos químicos altamente tóxicos ou a  sobre-pesca, fizeram os oceanos entrarem num declínio “chocante”, marcado por sintomas que antecedem as extinções em massa.
O alerta foi feito num relatório realizado por investigadores do Programa Internacional sobre o Estado dos Oceanos (IPSO, na sigla em inglês), que indica que os ecossistemas marinhos enfrentam perigos ainda maiores do que os estimados até agora pelos cientistas e que correm o risco de entrar numa fase de extinção de espécies sem precedentes na história da humanidade.
Neste trabalho, o painel de especialistas advertiu que factores como a pesca intensiva, a poluição e as mudanças climáticas estão a agir de uma forma conjunta que não havia sido antecipada.
Pesca Selvagem
                                     

Segundo Alex Rogers, director científico do IPSO e professor da Universidade de Oxford, "as conclusões são chocantes. Há mudanças que estão a acontecer mais rápido do que o expectável e de forma que não se esperava que fossem acontecer por centenas de anos", como o degelo no Árctico, na Gronelândia e na Antárctida, o aumento do nível dos oceanos e a libertação de metano no mar.


Efeitos em cadeia provocados pelos poluentes

Neste estudo verificou-se, por exemplo, que alguns poluentes permanecem nos oceanos por estarem presos a pequenas partículas de plástico que lá foram depositadas. A existência destes componentes, para além de prejudicar a alimentação dos peixes que os consomem, é responsável pela proliferação de algas tóxicas.

O estudo descreveu também como a acidificação dos mares, o aquecimento global e a poluição estão a agir de forma conjunta para aumentar as ameaças aos recifes de corais, tanto que 75 por cento dos corais mundiais correm o risco de sofrer um severo declínio.
O relatório observou ainda que episódios anteriores de extinção em massa revelaram tendências que estão a ocorrer actualmente, como distúrbios no ciclo de carbono, acidificação e baixa concentração de oxigénio na água.                                                       


Degelo e Poluição

"Ainda contamos com boa parte da biodiversidade mundial, mas o ritmo actual da extinção é muito mais alto [do que no passado] e o que enfrentamos é, certamente, um episódio de extinção global significativa", afirmou Alex Rogers, explicando ainda que os níveis de CO2 que são absorvidos pelos oceanos já são bem mais altos do que os registados durante a grande extinção de espécies marinhas que ocorreu há 55 milhões de anos.  

Alex Rogers

Este relatório, que será formalmente apresentado esta semana em Nova Iorque, recomenda ainda que se acabe, urgentemente, com a pesca intensiva, dando atenção ao alto mar, onde não há regulamentação eficaz, que se mapeie e reduza a entrada de poluentes como plásticos, fertilizantes agrícolas e dejectos humanos e que se minimize as emissões de gases de efeito estufa.

Tudo 'coisas' impossíveis de por em prática com esta 'espécie' de gente. A civilização começou quando o homem cortou a primeira árvore, terminará quando não houver mais árvores para cortar; P'lo meio extinguir-se-á o último peixe e se ainda houver testemunhas, assistirão à agonia terrível da 'espécime' mais predadora que o planeta já conheceu:

O Homo Sapiens Sapiens

 P.S. - Mais de 60% do peixe aproveitado (Grande Parte da Pesca Regressa ao Mar) no mundo serve para fabricar rações para o gado, outra grande percentagem para a indústria química, imensas vezes para o preço na lota não 'cair' é dada ordem para 'despejar' toneladas de pescado (já sem vida), no mar. Só uma ínfima parte chega à mesa do consumidor. 

Fontes: Ciência Hoje; Google; Infopédia, Público e Wikipédia.

 

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